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Painel sobre cibersegurança destaca riscos e desafios da regulamentação de apostas no Brasil

O segundo dia do evento de apostas BiS SiGMA South America 2026, que ocorreu em 8 de abril, trouxe debates sobre segurança digital, governança e proteção de dados no setor. O painel “Cibersegurança estratégica e gestão de riscos: Do custo operacional a um pilar de mercado” reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios da transformação digital e os impactos da regulamentação de apostas no Brasil.

Participaram do painel Fred Justo, Diretor de AML da Legitmuz, Edison Fontes, consultor de segurança da informação, Dr. Aftab Rizvi, CEO da Gaming Associates, e Gileno Barreto, CEO da PRODESP.

Durante a abertura, Fred Justo destacou que a cibersegurança deixou de ocupar um papel operacional e passou a integrar decisões estratégicas das empresas. Segundo ele, o aumento das ameaças digitais exige maturidade em governança, compliance e gestão de riscos dentro do mercado de apostas .

Fontes afirmou que muitas organizações ainda tratam a proteção de dados apenas como um problema tecnológico. Entretanto, ele ressaltou que a segurança depende também de governança, gestão e comportamento humano.

“A informação não é só protegida pela tecnologia, pela cibersegurança. Existem outros elementos que as empresas e os operadores precisam considerar”, disse Fontes.

O especialista também lembrou casos recentes do sistema financeiro brasileiro para mostrar que ataques nem sempre exploram falhas técnicas. Segundo ele, criminosos frequentemente utilizam credenciais válidas obtidas por engenharia social ou cooptação de funcionários.

Como o setor de apostas enfrenta os riscos cibernéticos

Ao longo do painel, os participantes discutiram o nível de maturidade das empresas diante das ameaças digitais. Barreto explicou que muitas organizações ainda não possuem estruturas suficientes para enfrentar ataques sofisticados.

“Pouca gente tem o nível de maturidade necessário e suficiente para proteger a integridade da organização”, afirmou Barreto.

O executivo também destacou o crescimento de ataques envolvendo inteligência artificial, incluindo invasões direcionadas a APIs e operações de DDOS. Além disso, ele afirmou que as empresas precisam investir em observabilidade, treinamento de equipes e ferramentas avançadas de monitoramento.

Rizvi explicou que a segurança total é praticamente impossível devido à velocidade das mudanças tecnológicas e ao avanço das ameaças digitais.

“A inteligência artificial não apenas ajuda as empresas, mas também aumenta o perfil de risco das organizações”, afirmou Rizvi.

O CEO da Gaming Associates ainda destacou que a cibersegurança passou a impactar diretamente a reputação das marcas e a confiança dos usuários. Segundo ele, falhas de segurança podem gerar danos regulatórios, financeiros e reputacionais.

O debate também abordou a evolução da regulamentação de apostas no Brasil, especialmente na área de KYC (Know Your Customer). Os especialistas elogiaram o modelo regulatório brasileiro e afirmaram que o país utilizou referências internacionais para estruturar as exigências do mercado regulado.

“O Brasil fez um grande trabalho ao estruturar a regulamentação do jogo online”, afirmou Rizvi.

Além disso, os participantes defenderam que segurança da informação e governança devem fazer parte das decisões estratégicas das empresas de apostas. Segundo eles, o tema precisa estar presente nos conselhos administrativos e na alta gestão das organizações.

Ao encerrar o painel, Fred Justo agradeceu a participação dos convidados e destacou a importância do debate para o fortalecimento do setor regulado no país.

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